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	<title>QUATROP&#202;S - O idioma de quem v&#234; Marketing em tudo</title>
	<subtitle type="html">Um espa&#231;o para compartilhar opini&#245;es e observa&#231;&#245;es sobre as instigantes estrat&#233;gias de marketing, sobre como elas nos rodeiam no dia-a-dia e como podemos fazer para sermos profisionais melhores nessa &#225;rea.</subtitle>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Pe&#231;a pelo Sobrenome</title>
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		       <name>Noelia Fernandes</name>
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		    <updated>09.03.08 15:45:59</updated>
		    <published>07.03.07 16:22:44</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Quando voc&#234; tinha tr&#234;s anos, voc&#234; sabia o seu sobrenome completo?!&#160; E marca do seu refrigerante favorito, voc&#234; j&#225; reconhecia?
Pois um instituto da Inglaterra - Compass (http://www.compassonline.org.uk)&#160;realizou uma pesquisa de lembran&#231;a de marcas com crian&#231;as inglesas com idade m&#233;dia de 3 anos. 70% reconheceram a marca do Mc Donalds. Por&#233;m, apenas 50% das mesmas sabiam dizer seu pr&#243;prio sobrenome! Voc&#234;s duvidam?! Eu n&#227;o. 
Racionalmente pensando, que utilidade tem um sobrenome do ponto de vista de uma crian&#231;a de 3 anos? Muito mais &#250;til, em sua percep&#231;&#227;o, &#233; reconhecer e apontar o M gigante do Mc Donalds para seus pais, pois na certa j&#225; aprendeu que, ao chorar, tem a possibilidade de conseguir umas guloseimas gostosas, como batafas fistas, hansburgui e figeranti. Em contrapartida, pouca coisa acontece se ele disser Lucas da Silva Mendon&#231;a Figueiredo de Sousa. Provavelmente um aperto nas bochechas. 

E &#233; pra isso que servem as marcas, n&#227;o?! Elas devem ser consistentes o bastante para trazer de imediato &#224; mente das pessoas todas as sensa&#231;&#245;es, experi&#234;ncias e desejos que a empresa espera transmitir ao p&#250;blico. &#201; puro trabalho de marketing. N&#227;o &#233; f&#225;cil alcan&#231;ar esse posto. 
Tudo bem, pode ser at&#233; preocupante, tendo em vista o pouco dissernimento das crian&#231;as, que s&#227;o bombardeadas diariamente com fant&#225;sticas ofertas de mundos m&#225;gicos, podendo gerar m&#225; alimenta&#231;&#227;o, obesidade e tudo o mais. Por outro lado, cabe tamb&#233;m aos&#160;pais entenderem que n&#227;o podem criar uma bolha que &#34;proteja&#34; seus filhos das ofertas da propaganda, at&#233; porque, em termos de sistemas capitalistas, s&#227;o os comerciais e as experi&#234;nicas que deles acarretam, que as pessoas formam suas&#160;opini&#245;es e prefer&#234;ncias enquanto consumidoras, j&#225; desde pequenas. 
Cabe aos&#160;pais dar uma de marqueteiros e participar da constru&#231;&#227;o da marca na cabe&#231;a da crian&#231;a, simplesmente educando-os sobre a frequ&#234;ncia e o momento desse tipo de alimenta&#231;&#227;o. Se realmente eles relacionarem o junk food a certos momentos de lazer, acredito que o olhar da crian&#231;a sobre a marca se molda e se educa, sem ser contradit&#243;rio sobre o que a m&#237;dia martela, pois a crian&#231;a continuar&#225; a enxergar a marca como algo de divers&#227;o, alegria e entretenimento, contudo n&#227;o acreditar&#225; que o Big Mac substitui o arroz, feij&#227;o e bife do almo&#231;o em casa. 
Contudo, todavia, se voc&#234; conhece uma crian&#231;a que insiste diariamente&#160;em Mc Lanche, Mc&#160;Fritas, Mc Tudo,&#160;&#233; s&#243; cham&#225;-lo seriamente&#160;pelo seu nome e sobrenome completo. Duvido que ela n&#227;o entenda o que isso significa. </content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">P de Praia</title>
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		       <name>Noelia Fernandes</name>
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		    <updated>01.04.07 20:25:32</updated>
		    <published>06.03.07 20:59:03</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Continuo aqui minha&#160;turn&#234; (de f&#233;rias, diga-se de passagem), mas, dicion&#225;rio quatrop&#234;s na m&#227;o, s&#243; observando as situa&#231;&#245;es. P de Praia &#233; tamb&#233;m P de Ponto de Venda. &#212; beleza o lugar&#160;por onde esse meu olhar foi parar hoje. 
A praia &#233; uma pra&#231;a muito&#160;interessante.&#160;L&#225;, quem tem ponto fixo &#233; a clientela, e o vendedor &#233; o que bate perna. &#201; como uma venda porta-a-porta, s&#243; que tirando-se as portas. 
Sinalizando de certa forma o potencial de mercado, existem os milhares de&#160;ambulantes, que nos rodeiam como&#160;mercadores viajantes. Alguns vendem itens meio que commodities, como tatuagem de henna e chap&#233;u com peruca rastaf&#225;ri (acredito que, com essas ofertas,&#160;atinjam mais fortemente o turista, pois&#160;&#233; o tipo de cliente que est&#225; disposto a comprar o que ele, em sua terra, n&#227;o compraria). Outros, no entanto, ganham a vida vendendo bens de consumo de marcas consolidadas no mercado, como protetores solar, bebidas, cigarros. 
&#201; nesse ponto que residem&#160;oportunidades fant&#225;sticas para a ind&#250;stria. Sei que elas tamb&#233;m visualizam o pequeno comerciante como seu cliente, mas em termos de comunica&#231;&#227;o institucional, nada melhor que o knowhow da pr&#243;pria f&#225;brica. E assim, grandes empresas est&#227;o agindo pelas beiradas e conquistando seu lugar ao sol no litoral brasileiro. A Sundown iniciou uma experi&#234;ncia de expans&#227;o de mercado ao enviar carrinhos com seus produtos para mais de 40 praias brasileiras. A Ambev tamb&#233;m n&#227;o ficou s&#243; na sombra e mandou seus carrinhos para algumas praias bem badaladas.&#160;

Um ponto importante a se observar nessa empreitada, contudo, s&#227;o os h&#225;bitos de cada ambiente. Em v&#225;rias praias, o banhista tem acesso a estrutras poderosas de barracas, onde ele &#233; servido com todo conforto em sua mesa. Nesses locais, o interessante &#233; observar outros h&#225;bitos como, por exemplo,&#160;os dos praticantes de esportes. Para quem curte um frescobol,&#160;futebol ou v&#244;lei de areia, nada mal a vis&#227;o de um carrinho de uma empresa de&#160;&#225;gua levando uma garrafinha &#34;&#224; domic&#237;lio&#34;.&#160;&#160;A compra ali o pouparia de parar sua partida para retornar at&#233; a barraca e matar sua sede. 
E por que n&#227;o se inspirar em alguns&#160;ambulantes? Em certas praias eles cedem suas cadeiras e sombrinhas para quem estiver consumindo.&#160; Marcas podiam se unir e fazer isso tamb&#233;m. Tipo uma marca de salgadinhos e outra de bebidas. As barracas e cadeiras poderiam ser personalizadas com as marcas e tudo ficaria um astral s&#243;. &#160;
Agora, c&#225; entre n&#243;s: uma pesquisa de mercado dessa n&#227;o seria nada mal, heim? &#34;E a&#237;, fulano, como anda a pesquisa?! J&#225; encontrou a praia ideal para nosso produto?!&#34;;&#160; &#160;&#34;Ainda n&#227;o, chefe, mas pode deixar que estou suando muito nessa busca.&#34;</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Feij&#245;es M&#225;gicos</title>
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		       <name>Noelia Fernandes</name>
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		    <updated>04.06.07 15:15:25</updated>
		    <published>05.03.07 23:57:18</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Voc&#234;s j&#225; perceberam como se desperdi&#231;am por a&#237; estrat&#233;gias de Mercado? Acho que dev&#237;amos criar uma Campanha de Uso Racional do Marketing, &#201;, tipo radical mesmo, sabe, todo mundo saindo por a&#237; abra&#231;ando outdoors, vestidos apenas com malas diretas pregadas no corpo, atirando tomates podres em campanhas chinfrins, passeatas carregando cartazes: &#34;SOS pensamento criativo&#34;, coisas simples assim. 
Exagero, claro. Tamb&#233;m n&#227;o &#233; assim, s&#243; achei divertido fazer essa compara&#231;&#227;o. Mas olha s&#243;, acredito sim, que as empresas desperdi&#231;am o potencial que &#224;s vezes lhes cai de m&#227;o beijada. 
Meu ex-col&#233;gio, por exemplo, reuniu s&#225;bado passado v&#225;rios ex-alunos em uma feijoada super bacana no p&#225;tio da escola, e faz isso h&#225; muitos anos. Eu acho uma iniciativa muito, muito simp&#225;tica e admir&#225;vel, mas acredito tamb&#233;m que tudo deveria ser melhor aproveitado, empresarialmente falando. Essas festas n&#227;o devem ter cunho apenas de uma agrad&#225;vel reuni&#227;o de ex-alunos, mas sim ter um objetivo de mercado definido e dos bem fortes, mas claro, sem ser agressivo. 

Nem sempre as a&#231;&#245;es de marketing se dirigem diretamente ao target. Em servi&#231;os educacionais, h&#225; um ciclo de uso totalmente delimitado: n&#227;o h&#225; reutiliza&#231;&#227;o pelo pr&#243;prio cliente ap&#243;s o t&#233;rmino do servi&#231;o. Assim, o sujeito a que a mensagem estaria destinada seria o ex-aluno, mas o alvo seriam seus filhos, sobrinhos, parentes e amigos. 
Eu desenvolveria, para esses eventos, estrat&#233;gias de marketing viral. Ou seja, aproveitaria o momento emotivo para reconquistar e rentabilizar o ex-aluno, estimulando-o a fazer nossa divulga&#231;&#227;o espontaneamente. Desenvolveria diversas estrat&#233;gias, que, al&#233;m de estimular boas recorda&#231;&#245;es, os ex-alunos se sentissem seguros para indicar o col&#233;gio, convictos de que a boa experi&#234;ncia que tiveram no passado est&#225; ainda melhor no presente. 
O que poderia ser feito? Aqui, rapidamente pensando: mandaria, junto &#224; Mala Direta Convite, um folder com todas as novas vantagens do col&#233;gio, e, de repente uma promo&#231;&#227;o que daria &#243;timo desconto nas mensalidades de filhos ou indicados de ex-alunos. Na festa, e de uma forma discreta, como quem n&#227;o quer nada, rechearia o col&#233;gio de cartazes sobre a qualidade atual do ensino, e, deixaria, em f&#225;cil disposi&#231;&#227;o de quem estivesse interessado, os valores das mensalidades. Aproveitaria as salas para serem tipo stands promocionais de cada s&#233;rie, onde colocaria os nomes dos professores, suas qualifica&#231;&#245;es, o m&#233;todo de ensino e alguns destaques do ano que passou, como : &#34;fulano de tal, matriculado na 2&#170; s&#233;rie de nosso col&#233;gio, foi vencedor nacional do concurso de matem&#225;tica&#34;. A data da festa tamb&#233;m seria marcada de forma estrat&#233;gica: por meados de outubro e novembro, onde os pais est&#227;o escolhendo os col&#233;gios para seus pupilos. Tamb&#233;m n&#227;o deixaria de me comunicar com ex-alunos, mesmo os que n&#227;o foram &#224; festa. Todo col&#233;gio possui um banco de dados maravilhoso e acho que deveria ser melhor utilizado. 
Viu?! O Marketing pode transformar simples feijoadas de ex-alunos em um festival de feij&#245;es m&#225;gicos que levariam qualquer col&#233;gio a encontrar ovos de ouro. </content>
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